Por Ivone Santana e Talita Moreira | De São Paulo, Valor Econômico
O cobre tende a desaparecer dos novos projetos das operadoras, mas a substituição dos cabos que já estão instalados não será tão rápida, como alguns gostariam. Essa infraestrutura ainda deve sobreviver por décadas, estimam especialistas. Quanto mais crescer a transmissão de imagem, áudio e vídeo mais banda será necessária para fazer trafegar as informações, e o cobre pode não ser adequado. Cada operadora tem a opção de escolher uma ou mais tecnologias, de acordo com as opções que fez no passado, modelo regulatório, geografia da região onde atua, entre outras variáveis.
No Brasil, a Ericsson gerencia as redes da Telefônica, TIM, Embratel, parte da Net e Intelig. Isso inclui as operações de acesso, transmissão e comutação até o centro de operação da rede, conhecido pela sigla em inglês NOC. Para atender às particularidades de cada uma das operadoras, a empresa sueca usa cabos ópticos, de cobre, satélite e também tecnologia sem fio. "Não existe rede melhor ou pior, nem solução ótima para todos. Aqui se usam todas [as tecnologias]", diz Gustavo Araújo, diretor de serviços gerenciados da Ericsson. "A não ser para TV de alta definição e altíssimas velocidades, não é preciso fibra. Se a demanda na região é por voz apenas, o cobre dá qualidade."...
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