Após registar crescimento ano a ano, a partir de 2008, chegando em 2011 com a produção no limite da capacidade, a indústria de fios e cabos instalada no país investiu para aumentar a produção, mas viveu, ao longo deste ano, uma queda no volume de vendas, verificada principalmente no segmento óptico. Enquanto em 2011 o consumo de fibra foi na casa de 5,2 milhões de km, 2012 deve encerrar com vendas de 4,4 milhões de km de fibra. Apesar da queda nos volumes, o faturamento das empresas tende a se manter no mesmo nível do ano passado, devido à desvalorização do real em relação ao dólar, de cerca de 16%.
"O ano foi de investimentos fortes, mas a demanda caiu em relação a 2011", afirma Armando Comparato, presidente da Prysmian Draka, novo nome da empresa, que concluiu em outubro o processo de incorporação da Draka/Telcon. "Aumentamos a capacidade de produção de cabos ópticos tanto na ex-Prysmian como na ex-Draka/Telcon, em função do crescimento que vinha ocorrendo no mercado desde 2008", diz Comparato. Os investimentos foram feitos também para aumentar a produção de fibras na SPF, joint venture da Prysmian com a Furukawa, e na Draktel (a empresa de fibras da antiga Draka).
"A redução nos volumes, em cabos de cobre e, principalmente, em cabos ópticos, foi uma grande surpresa, porque o mercado vinha muito bem em 2011 e, em razão dos ajustes que as operadoras estão...

